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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Estar ou não estar nas redes sociais?


Quero iniciar o debate e compartilhamento de ideias e estudos com a temática das redes sociais, seja ela como recurso para entretenimento, para relação profissional, ou mesmo, como recurso educacional.

Há algum tempo debatíamos sobre a necessidade das organizações reconhecerem a importância das redes sociais para estabelecer maior proximidade com o publico, e ainda, estar atento as novidades do que acontece no estado, Brasil e no mundo.

Lembro- me do lançamento do Google Buzz. Tínhamos que aguardar um convite. Ficávamos verificando as possibilidades até conseguir. Hoje, o Google Buzz é um recurso que não mais terá a continuidade (conforme aviso no Google).

Naquele contexto, pensávamos o quão inconcebível um órgão governamental não fazer uso das ferramentas, e nem explora-las para o seu devido uso. A “liberação” foi restrita mas autorizada. Com isso, conseguíamos buscar informações, manter contatos e atualizar quanto aos recursos tecnológicos disponíveis na rede, de maneira mais ágil.

Não sei como acontece com as escolas(ai vai a possibilidade de relatos das boas praticas), mas quando retornei em ano passado, tive uma dificuldade inicial, mas logo foi resolvida. Com argumentos e justificativa, hoje temos a liberação do uso das redes sociais.

Nesse sentido, confesso que fiquei aliviada por ter abertura para trabalhar inclusive com elas como um recurso pedagógico nas aulas eventos e inglês. O dialogo e a compreensão do gestor escolar é imprescindível nesse momento. Até por que, diante dos relatos dos colegas no programa de mestrado, a realidade quanto ao uso das redes sociais ainda é incipiente pela amplitude que essa ferramenta pode alcançar na educação.

Como uma atividade do programa de mestrado, fomos convidados a fazer uma imersão no facebook, justamente para possibilitar um olhar mais direcionado a essa abordagem. E fruto do resultado desse trabalho, destaco:

"As redes conectam pessoas, instituições, setores e ajudam a articular as ações. Com elas, e com as
pessoas se apropriando das tecnologias, novos saberes são produzidos, novas formas de ser e de pensar
esse alucinado mundo contemporâneo emergem. Passamos a conviver, mesmo com todas as dificuldades de
acesso, com novas formas de partilhar o conhecimento, com novas linguagens e novas formas de expressões."
(BONILLA, 2008; PRETTO, 2008)

Porém, muito se questiona sobre a exposição da vida pessoal e profissional e até que ponto devemos acessar e participar das redes sociais. (percebemos isso no resultado de nossa pesquisa).Justificamos nossa ausência nas redes sociais pela necessidade de proteção pessoal e ate mesmo evitar a exposição excessiva, evitar conflitos de informações e uso inadequado do que postamos nessas redes. Mas pelo que podemos ver, já somos expostos o tempo todo. Somos parte de uma mesma rede: tudo (ou quase tudo) está na internet!!!

Penso que restringir o uso/acesso as redes sociais nas organizações, principalmente educacionais, é certamente, divergir com o discurso sobre tecnologias, acesso livre, inovação e atualização profissional. Conhecer e fazer uso( mesmo que seja de forma lenta) das ferramentas tecnológicas, é mediar os interesses pessoais, profissionais e institucionais.


Não devemos nos permitir em estabelecer um discurso de que “as redes sociais são tempos perdidos pra quem não tem o que fazer”, ou mesmo, justificar que são recursos mais voltados pra jovens e adolescentes. É momento de repensar: o que são redes sociais? O que ela representa na sociedade contemporânea? Por que e como devo estar inserido nessas redes?


Então? Qual a opinião de vocês? Como as redes sociais, principalmente o facebook é concebido pela escola, superintendência, secretaria?

Compartilho com vocês algumas indicações de filmes e leituras! Bom acesso!

Filme: A Rede Social


http://www.adorocinema.com/filmes/filme-147912/trailer-19311835

Referências

BONILLA, Maria Helena; PRETTO, Nelson de Luca. Construindo Redes Colaborativas para a Educação. Dezembro de 2008. Disponível em: www.educacaoadistancia.blog.br⁄revista⁄ ucp_nelsonemariahelena.pdf

COSTA, Rogério. Por um Novo Conceito de Comunidades: redes sociais, comunidades pessoais, inteligência coletiva. Interface – comunicação, saúde, educação, vol. 9, n 17, 2005, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Disponível em: ⁄⁄redalyc.uaemex.mx⁄redalyc⁄pdf⁄1801⁄180114100003.pdf

MARINHO, Simão Pedro P. Redes Sociais Virtuais terão espaço na escola? Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – Programa de Pós Graduação em Educação. Coleção Didática e prática de ensino: convergências e tensões no campo da formação e do trabalho docente. 1 ed. Belo Horizonte/MG: Autêntica, 2010, V. 2 pp 197-213

Bruna

* A imagem é do http://www.dnt.adv.br/

quarta-feira, 9 de maio de 2012

O início de tudo... As novas Tecnologias e a Escola

Caros colegas, alunos e comunidade(Escolas Técnicas Estaduais -MT)




Como uma atividade do mestrado, estou desenvolvendo um blog com o objetivo de utilizá-lo como ferramenta de comunicação para a escola, a comunidade e os profissionais que nela se inserem. Nesse contexto, não me restrinjo a escola que hoje atuo, mas a rede ao qual ela pertence, visto que, vivenciei todo o processo de mudanças com os colegas das demais escolas.

Inicialmente fui instigada a lançar como temática o uso das TIC`s(Tecnologias de Informação e Comunicação) na educação, tendo em vista o restrito uso no meu ambiente de trabalho, no meu ambiente universitário e até mesmo, no mercado da minha formação profissional - turismo. Fiquei encantada com a possibilidade de trocar ideias, disponibilizar e até mesmo, instigar mudanças nas práticas docentes, na gestão pedagógica e na gestão escolar contextualizadas com a educação profissional.

Porém, ao trocar algumas ideias com um colega que também está em formação "Especialização para Gestores das Redes Estaduais de Ensino", ficamos divagando na amplitude das temáticas que dialogamos nos programas de pós-graduação, sempre direcionados a três direções: prática docente, gestão pedagógica e gestão escolar.
Então, pensamos que o blog poderia representar uma aproximação entre as escolas técnicas de Mato Grosso,inicialmente conhecidas como Unidades Descentralizadas do Centro Estadual de Educação Profissional e Tecnológica - CEPROTEC,compartilhando experiências, reflexões e informações, que poderiam ser transformadas em conhecimentos e resultados.

O CEPROTEC, como inicialmente foi conhecido, surgiu com 4 escolas(Alta Floresta,Barra do Garças, Sinop e Rondonópolis) instaladas na antiga estrutura do CENFOR( Centro de Formação Profissional), que contou com recursos do governo federal, por meio do PROEP(Programa de Expansão da Educação Profissional). Em 2006, expandiu sua rede, com a inauguração de mais duas escolas(já com as instalações prediais mais novas - um novo projeto), que são as de Diamantino e Tangará da Serra.

Essas escolas faziam parte de uma política estadual alicerçada na criação da autarquia - CEPROTEC, na carreira específica para os profissionais da educação profissional e tecnológica, e ainda, um Fundo Estadual de Educação - FEEP, que garantia recursos para a efetivação dessas políticas educacionais para o estado de Mato Grosso.

Contudo, no dia 10 de janeiro de 2008, o CEPROTEC foi extinto, transferindo então sua finalidade e gestão das unidades escolares para a Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia - SECITEC. Um ano depois, por meio da LC 374/2009, estas unidades descentralizadas atendem por uma nova denominação, passando então para Escolas Técnicas Estaduais de Educaçao Profissional e Tecnológica como atualmente conhecemos.

Hoje, somamos a mais 3 escolas: Poxoréu, Campo Verde e Lucas do Rio Verde, sendo inseridas na rede estadual por diversos fatores. Contudo, esta rede tem a proposta de ampliação, de acordo com a LC 374/2009 mais 11 escolas e 2 Centros Vocacionais foram criados, mas ainda em fase de implantação ou renegociação(se assim podemos dizer).Estes contando com recursos federais , denominado Programa Brasil Profissionalizado.

Portanto, é imprescindível estabelecer um canal de interatividade como instrumento de reflexão, formação e intervenção em nossas escolas, seja na prática pedagógica, na gestão escolar ou na gestão pedagógica. Até porque são oito anos com muitas mudanças, incertezas e esperanças(ainda que escondida).

Então, compartilho inicialmente com vocês, as temáticas e assuntos tratados no Mestrado Profissional em Gestão e Avaliação da Educação Pública, e na oportunidade, quero contar com a participação de todos, pois sabemos que nesse percurso muitas capacitações, reflexões, relatos ocorreram.

Iniciaremos com o tema: As novas Tecnologias e a Escola.

Espero vocês por aqui!

Bruna Figueiredo